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Agevisa defende uso racional de medicamentos como elemento essencial à proteção da saúde

A importância do uso racional de medicamentos para a preservação da saúde humana foi o tema em destaque da edição desta quinta-feira (10) do informativo radiofônico “Momento Agevisa”, que vai ao ar dentro da programação do Jornal Estadual da Rádio Tabajara (AM-1110 e FM-105.5). O assunto foi debatido durante toda esta semana, em todo o País, por causa do transcurso, em 05 de maio, do Dia Nacional do Uso Racional de Medicamento.

A importância do uso racional de medicamentos para a preservação da saúde humana foi o tema em destaque da edição desta quinta-feira (10) do informativo radiofônico “Momento Agevisa”, que vai ao ar dentro da programação do Jornal Estadual da Rádio Tabajara (AM-1110 e FM-105.5). O assunto foi debatido durante toda esta semana, em todo o País, por causa do transcurso, em 05 de maio, do Dia Nacional do Uso Racional de Medicamento.

A data foi criada para chamar a atenção da população sobre os riscos à saúde provocados pela automedicação, conforme ressaltou a diretora-geral da Agência Estadual de Vigilância Sanitária, Maria Eunice Kehrle dos Guimarães. Segundo ela, a preocupação da Agevisa/PB com o tema tem base na missão institucional da agência reguladora de proteger a população paraibana por meio do controle de bens e serviços de interesse à saúde.

Conforme o diretor-técnico de Medicamentos, Alimentos, Produtos e Toxicologia da Agevisa/PB, Ailton César dos Santos Vieira, os medicamentos estão entre os principais recursos terapêuticos utilizados pelos profissionais de saúde na prevenção, cura e/ou controle de doenças e agravos, além da reabilitação do estado de saúde.

O papel dos medicamentos – sempre de destaque na medicina moderna – assume contornos especiais frente ao cenário demográfico e epidemiológico em que se encontra o Brasil, marcado pelo aumento da expectativa de vida ao nascer e pela prevalência de doenças crônico-degenerativas que aumentam o consumo de remédios. Segundo César Vieira, o uso inadequado desses produtos pode causar sérios prejuízos à saúde das pessoas, incluindo intoxicações medicamentosas que podem evoluir, causando sequelas ou até mesmo óbitos.

“Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (do Ministério da Saúde) dão conta de que somente no ano de 2016 foram registrados 15.846 casos de intoxicações por medicamentos em todo o território nacional”, informou o diretor-técnico. Segundo ele, o Sinitox é responsável pela coordenação da coleta, compilação, análise e divulgação dos casos de intoxicação e envenenamento notificados em todo o País.

Diante do risco real de prejuízo à saúde provocado pelo uso inadequado de medicamentos, César Vieira disse ser importante que os profissionais de saúde e os usuários observem o conjunto de medidas conhecido como Uso Racional de Medicamentos (URM), que compreende a prescrição apropriada, a disponibilidade oportuna, a dispensação adequada e o consumo em doses, intervalos e períodos de tempo indicados. Além disso, deve-se optar por medicamentos eficazes, seguros e de qualidade.

Cuidados importantes – Dada a importância do tema para a segurança da saúde humana, o diretor-técnico de Medicamentos da Agevisa (que é farmacêutico sanitarista e mestre em Saúde Pública pelo Instituto Aggeu Magalhães/Fiocruz) recomendou alguns cuidados gerais que devem ser tomados quando se adquire medicamentos, tais como:

* Observar se o lacre de proteção não está violado ou se a embalagem apresenta sinais de má conservação (Em caso afirmativo, deve-se comunicar o fato ao farmacêutico e exigir a sua substituição);

* Observar se o produto que está descrito na embalagem corresponde ao conteúdo (frasco, cartela de comprimidos, cápsulas e etc.), para que se evitem eventuais erros de medicação;

* Seguir o tratamento com medicamentos até o final, salvo nos casos em que surja algum desconforto – situação em que o profissional de saúde deve ser consultado.

* Não interromper o tratamento com antibióticos, pois isso pode contribuir para a criação de resistência nas bactérias e para a volta da doença em estágio mais forte e resistente à medicação, e

* Verificar sempre a dose do medicamento antes de tomá-lo, sobretudo, os que são líquidos ou em gotas.

“Nunca altere a dose por conta própria, pois isso pode provocar sérios danos. Também não substitua os copinhos, colheres-medida ou conta-gotas que vêm na embalagem por outras”, alertou César Vieira, ressaltando também o perigo da automedicação. “Antes de fazer uso de medicamentos, deve-se procurar a orientação de um profissional de saúde. E nos casos daquelas substâncias que não necessitam de receita (medicamentos de venda livre), como alguns analgésicos, antigripais, antiácidos etc., o farmacêutico deve ser procurado, pois ele é o profissional adequado para esclarecer todas as questões necessárias ao uso seguro desses produtos”, enfatizou.

Medicamentos e Alimentos/Álcool – César Vieira disse também que, via de regra, os medicamentos não devem ser ingeridos junto com leite, sucos ou outros alimentos; que a atuação de muitos remédios pode ser modificada ou até anulada por outros medicamentos, alimentos e álcool; que o consumo inadequado de remédios pode provocar interações medicamentosas responsáveis pela ocorrência de alergia, intoxicação, disfunções gastrointestinais e outros problemas mais graves, e que a ingestão de medicamentos conjuntamente com alimentos só deve ocorrer se houver recomendação médica.

Plantas Medicinais – Lembrando que “fitoterápico também é remédio, e, portanto, precisa ser tomado com cautela”, o diretor-técnico de Medicamentos da Agevisa disse que o uso de plantas medicinais, tanto em formulações caseiras (como chás, lambedores, garrafadas e outras) quanto em medicamentos vendidos em drogarias requerem cautela, pois podem causar efeitos indesejados se não usados corretamente. Segundo ele, “não se pode tomar chás, lambedores, etc. concomitante com medicamentos, pois um pode afetar os efeitos do outro, e juntos eles podem causar intoxicação”.

Gestação e aleitamento – Durante esses períodos o uso de medicamentos deve sempre ser precedido de prescrição médica, pois tudo que é ingerido pela mãe pode afetar o bebê.

Cuidados na Conservação – Os medicamentos, conforme o diretor-técnico César Vieira, devem ser armazenados em condições que favoreçam a sua conservação, observando-se sempre as informações contidas na bula.

“Alguns medicamentos precisam de condições especiais de armazenamento, como é o caso de determinados colírios e da insulina que precisam estar sob refrigeração. Há ainda aqueles que precisam ser armazenados protegidos da ação da luz. No entanto, a maioria dos medicamentos deve ser armazenada em local fresco e arejado, e em temperatura não superior a 30ºC. Devem ser evitados locais úmidos, a exemplo de banheiros, pois estes favorecem o desenvolvimento de microrganismos”, explica César Vieira. E acrescenta: “A utilização de medicamentos é uma ferramenta importante quando utilizada de maneira correta. Esperamos que o seu uso racional seja uma prática presente entre os profissionais de saúde e entre os usuários não só no dia 05 de maio, mas em todos os 365 dias do ano”.

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