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Outubro Rosa – Câncer de mama em mulheres jovens é debatido durante evento na Agevisa

Mulheres muito jovens podem ser acometidas do câncer de mama, e, nestes casos, a doença pode ser ainda mais severa do que nos casos em que as vítimas têm idade superior a 35 anos, segundo informação destacada no Portal do Instituto Nacional do Câncer (http://www1.inca.gov.br), em artigo intitulado “Câncer de mama em mulheres jovens: Análise de 12.689 casos”. O tema foi destaque em evento realizado na Agevisa/PB.

Mulheres muito jovens podem ser acometidas do câncer de mama, e, nestes casos, a doença pode ser ainda mais severa do que nos casos em que as vítimas têm idade superior a 35 anos, segundo informação destacada no Portal do Instituto Nacional do Câncer (http://www1.inca.gov.br), em artigo intitulado “Câncer de mama em mulheres jovens: Análise de 12.689 casos”.

Como parte da programação relacionada ao Outubro Rosa, a Agência Estadual de Vigilância Sanitária dedicou uma das edições deste mês do Momento Agevisa ao tema e chamou a atenção para a necessidade de ações preventivas, aí incluídas consultas regulares aos médicos especializados e também o autoexame da mama.

O assunto divulgado pelo Inca, segundo a diretora-geral da Agevisa/PB, Maria Eunice Kehrle dos Guimarães, é tratado em artigo assinado por dez profissionais/colaboradores que, através da análise e interpretação de dados referentes a 12.689 casos, concluíram que, no Brasil, mulheres jovens (com idade inferior a 35 anos), quando diagnosticadas com câncer de mama, apresentam a doença em estado ainda mais avançado e com pior resposta terapêutica que as mulheres com idade entre 35 e 39 anos.

Conforme o Inca, o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres (no mundo e no Brasil) e responde por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. A doença é relativamente rara antes dos 35 anos. Acima desta idade, sua incidência cresce progressivamente, especialmente em mulheres com mais de 50 anos.

O câncer de mama se destaca entre as doenças mais temidas pelas mulheres, causando (naquelas que o contraem) grande impacto psicológico, funcional e social. A doença atua negativamente nas questões relacionadas à autoimagem e à percepção da sexualidade, e é marcada por elevada prevalência, morbidade e mortalidade, notadamente no Brasil, em face das “barreiras que perduram desde o acesso às ações de detecção precoce até às dificuldades de utilização dos recursos diagnósticos e dos tratamentos indicados”.

Nas mulheres jovens, segundo o estudo que embasou esta matéria, a maior vulnerabilidade ao diagnóstico avançado pode ser justificada pela falta de ações de rastreamento e dificuldade de leitura e interpretação dos resultados mamográficos devido à alta densidade mamária. Outro elemento complicador é “a falsa percepção (por muitos profissionais de saúde) de que mulheres jovens não possuem risco de desenvolver câncer, desvalorizando sinais e sintomas iniciais da doença”.

O diagnóstico de câncer de mama em mulheres jovens traz grandes desafios, pois essas geralmente se encontram na fase reprodutiva, constituindo suas famílias e iniciando suas carreiras profissionais. “O tratamento da doença, nessa fase da vida, pode trazer efeitos negativos sobre a estética e a fertilidade, podendo também provocar graves implicações psicológicas”, informam os autores do artigo publicado pelo Instituto Nacional do Câncer.

Diante da seriedade do assunto, os autores do artigo que aqui comentamos apontam para a “necessidade de um olhar diferenciado dos profissionais de saúde no cuidado das pacientes jovens com câncer de mama”. Defendem também que “sejam discutidas estratégias de prevenção secundária direcionadas para essa faixa etária”.

Outubro Rosa 2017 (05).jpgDebate na Agevisa – O câncer de mama em mulheres jovens também foi abordado em evento realizado na manhã de segunda-feira (30) no auditório da Agevisa, no Centro de João Pessoa/PB, oportunidade em que a diretora-técnica de Ciência e Tecnologia Médica e Correlatos da agência reguladora estadual, Helena Teixeira de Lima Barbosa, fez a apresentação da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº 002, de 25 de julho de 2017, que regulamenta a atuação dos prestadores de serviços de controle de qualidade dos equipamentos de radiodiagnóstico médico e odontológico no território paraibano.

A RDC nº 002/2017 foi criada com o objetivo de padronizar os procedimentos, maximizar a confiabilidade dos relatórios de avaliação de equipamentos na área de radiodiagnóstico médico e odontológico e estabelecer controle e fiscalização das empresas e/ou profissionais prestadores de serviços de controle de qualidade, considerando o cenário atual e futuro de sustentabilidade da atividade no Estado da Paraíba.

Um caso concreto

Advogada Aline Kely fala como superou o câncer de mama (03).jpgAntes da apresentação da RDC nº 002/2017, a advogada Aline Kely Luíza Matias, de apenas 30 anos de idade, fez um relato de sua experiência pessoal com o câncer de mama, o qual conseguiu vencer em face da precocidade da descoberta da doença e do tratamento.

Ela contou que em outubro do ano passado, quando assistia televisão com o seu marido, prestou atenção especial à campanha televisiva de estímulo ao autoexame da mama, mas, naquele momento, jamais imaginou que aquilo pudesse um dia ter alguma relação com ela. No mesmo dia, ao tomar banho, resolveu fazer o autoexame, e então percebeu a presença de um “carocinho” na mama direita. Ao conversar com o seu esposo, ele não deu muita importância à presença do nódulo, chegando a dizer que “aquilo era besteira e logo desapareceria”. Ela, então, “deixou aquilo pra lá”. Esqueceu o assunto.

Um mês depois, também durante o banho, percebeu que a sua mama estava retraída; que havia um “buraquinho puxado pra dentro”, e aí ficou preocupada. Marcou uma ultrassonografia, que foi realizada em 14 de dezembro, e, antes da realização do exame, estava tão certa de que não havia nada de errado com a sua saúde que foi realizá-lo sozinha, já que seu marido havia viajado a trabalho.

Advogada Aline Kely fala como superou o câncer de mama (07).jpgAo final do exame, o médico a aconselhou a procurar imediatamente um mastologista para providenciar uma biópsia, pois havia três nódulos em seu seio com grandes chances de ser câncer de mama. Mesmo assim, até o resultado da biópsia, Aline se apegou ao “um por cento de fé” de não ser câncer de mama, tentando acreditar que aquilo não aconteceria com ela. No dia seguinte ao primeiro exame, ao fazer uma mamografia em outra clínica, foi informada pela médica responsável pelo laudo de que havia quatro tumores na mama direita.

Ao procurar outra médica para iniciar o tratamento, Aline disse que foi informada pela mesma de que, se confirmado o câncer (após a biópsia), a solução para ela seria fazer primeiro a retirada da mama para depois fazer o processo de quimioterapia e, se fosse necessário, radioterapia. A partir daí começou a providenciar a cirurgia.

Advogada Aline Kely fala como superou o câncer de mama (06).jpgSete dias antes da intervenção cirúrgica, Aline Kely lembrou que havia marcado uma consulta com outra médica para ouvir uma segunda opinião. Desta nova médica, a quem a advogada passou a considerar como “um anjo que apareceu em sua vida”, ela ouviu que o tratamento com a cirurgia em primeiro lugar estava errado, e que o mesmo deveria ser iniciado com a quimioterapia. Depois seria feita a cirurgia. A médica também indicou um oncologista, que confirmou a quimioterapia em primeiro lugar, com a intervenção cirúrgica depois.

A quimioterapia foi feita no Hospital Napoleão Laureano, onde a paciente recebeu um tratamento que considerou excelente e bastante humanizado – “um Hospital de Vida”.

Após um mês da conclusão dos ciclos de quimioterapia, no dia 10 de junho de 2017 a advogada foi submetida à cirurgia; na sequência, ao tratamento de radioterapia, e atualmente está passando por uma hormonioterapia, que tem a finalidade de bloquear os hormônios e evitar que a doença volte.

Outubro Rosa 2017 (02).jpgDessa experiência, a advogada Aline Kely Luíza Matias disse ter reforçado a certeza de que a informação e a prevenção são fundamentais para proteger as mulheres do câncer de mama, e que as mulheres jovens devem ser incluídas nas campanhas, pois, conforme pode verificar durante o seu tratamento, notadamente no Hospital Napoleão Laureano, há mulheres com 22, 25 anos com câncer de mama, e normalmente as campanhas são voltadas para as mulheres com idade a partir de 50 anos.

Aline Kely também percebeu o grande preconceito social em relação às vítimas do câncer, preconceito esse motivado tanto pelo fato de as pacientes ficarem carecas quanto pelo medo de “se pegar a doença”, em face da aparência das pessoas portadoras de câncer na fase do tratamento com quimioterapia.

Para a advogada, uma maior aceitação da sociedade em relação ao paciente com câncer faria muita diferença no tratamento.

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